Uma vida transformada pelo esporte e que hoje inspira jovens que frequentam o Centro Interamericano de Artes Marciais ( Ciam) na Faetec por meio das aulas de taekwondo. Eduardo Lopes, 52 anos, é atleta desde os 18 anos e foi graças ao atletismo que conseguiu concluir a Faculdade de Educação Física.
“Conheci o esporte já na faculdade e, no início, esse era o meio que eu tinha para conseguir manter a minha vida acadêmica. Cheguei a competir pelo Flamengo mas, naquela época, o meu interesse maior era justamente ter recursos para concluir o curso. Em 2014, fui apresentado ao Atletismo na modalidade Master, me federei e comecei a competir alcançando resultados muito bons, mesmo depois de algum tempo longe das pistas”, diz Eduardo.

No último fim de semana, o professor, que há 29 anos leciona na Faetec, foi um dos destaques da delegação brasileira no XXII Sul-Americano de Atletismo Master, que aconteceu na cidade de Santiago, capital do Chile. Eduardo participou de três competições: salto em distância, pentatlo e revezamento 4×100, subindo ao pódio em todas elas. Os resultados impressionaram e mostraram que, dentro de sua categoria (50 a 54 anos), o atleta está entre os melhores do país.
“Este ano o grande desafio era manter as marcas que já tinha e subir um degrau onde fosse possível. Graças a Deus nós conseguimos alcançar o nosso objetivo, medalhando nas três modalidades e performando ainda melhor no Salto em Distância, onde eu havia conquistado a medalha de bronze em 2023 e que este ano, me resultou no ouro”, comenta ele.

Além do topo do pódio no salto, Eduardo garantiu o bicampeonato no Pentatlo, modalidade onde também detém o recorde brasileiro; no revezamento, a equipe brasileira conseguiu a medalha de bronze. Para o próximo desafio, Eduardo Lopes conta que a preparação será ainda mais intensa.
“Em 2026, temos competições importantes, como o Mundial de Atletismo Master, que será realizado na Coréia, além da Copa Iberoamericana e o Old Master Games, que será realizado no Rio de Janeiro. A rotina de treinos é difícil porque temos que conciliar o trabalho com duas etapas diárias e uma alimentação especial com suplementação. Na nossa idade, um dos principais fatores é o descanso do corpo, costumo dizer que descansar também é treino, mas a energia que temos é restabelecida diariamente com o retorno que temos dos nossos alunos. Nós somos um espelho para eles, e é muito gratificante tê-los na torcida, acompanhando os resultados. A gente acaba sendo uma inspiração para quem também quer ter o esporte como meio de vida”, diz o professor.