Empreendedorismo e saúde foram destaques da primeira Feira de Ciências e Economia Solidária organizada por alunos e professores da Escola Técnica de Saúde Herbert José de Souza (ETESHJS), em parceria com o Instituto Municipal de Assistência Nise da Silveira, na tarde da última quarta-feira (19/11). O evento, que reuniu cerca de 200 pessoas no Bosque Ivone Lara, no Engenho de Dentro, contou com 24 projetos de empreendedorismo sustentável, mostrando de forma prática como os trabalhos manuais podem ajudar na saúde mental. O objetivo foi aproximar estudantes e usuários da Rede de Atenção Psicossocial, em um ambiente de aprendizado que vai além da sala de aula.

A feira contou com barraquinhas de bijuterias artesanais, velas aromáticas, potes de temperos reaproveitados, chinelos personalizados, entre outros trabalhos que mostram como é possível lucrar com baixo custo. Quem passava pelo local aproveitava a tarde para aprender trabalhos manuais com as oficinas de mandalas, pintura e jardinagem realizadas pelos profissionais de saúde mental.

“Na Faetec trabalhamos para o aprendizado ir além da sala de aula, aqui os alunos vivem experiências. Ver nossos alunos criando, trocando ideias e encontrando soluções tão simples e ao mesmo tempo tão potentes me dá certeza de que estamos formando profissionais mais humanos”, afirmou Alexandre Valle, presidente da Faetec. A professora Julieta Brites, que acompanhou o desenvolvimento dos projetos, reforça esse sentimento. “Muitos alunos descobriram talentos que nem sabiam que tinham. E quando eles percebem que isso pode acolher alguém e ainda gerar renda, tudo ganha um sentido diferente”, comentou.
Ao final do evento foram entregues medalhas, certificados de participação e troféus para os três trabalhos que tiveram melhor desempenho em criatividade, explicação técnica, acabamento e sustentabilidade. Para os alunos o encontro foi de novas possibilidades, onde enxergaram como o empreendedorismo e a saúde mental podem andar lado a lado.

“Quando eu comecei esse projeto descobri que, com o trabalho manual, parece que a cabeça desacelera. Eu nunca imaginei que aquilo que me ajudava a me sentir bem também pudesse virar um jeito de ganhar dinheiro. Hoje eu saio daqui acreditando mais no meu próprio trabalho e no que posso construir”, contou a aluna Maísa Araujo.