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Faetec realiza ciclo de capacitação sobre prevenção e enfrentamento do assédio moral, importunação sexual e pedofilia

 Seminário Tolerância Zero reuniu professores e gestores da rede Faetec
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Organizado pela Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, o Seminário Tolerância Zero Contra a Pedofilia reuniu profissionais nesta quarta-feira, 11 de março, no Teatro Abdias do Nascimento, em Quintino, para um ciclo de palestras com especialistas. A iniciativa teve como objetivo capacitar educadores para identificar, prevenir, encaminhar e enfrentar situações de violência moral e sexual no ambiente escolar, fortalecendo a rede institucional de proteção e consolidando uma cultura de cuidado, respeito e segurança nas unidades da FAETEC.

Renata Sphaier, subsecretária de Ensino Superior Tecnológico e Pesquisa da Secti, representando a Secretaria, destacou a importância do seminário, sobretudo diante da recorrência do tema na mídia nacional. “É fundamental identificar, acolher e direcionar quem sofre qualquer tipo de assédio. Este é um tema sensível que precisa ser amplamente debatido. A iniciativa reafirma o compromisso da Secretaria e da FAETEC com a proteção integral de crianças e adolescentes e com a capacitação dos educadores”, afirmou.

Alexandre Gurgel,  vice-presidente educacional da Rede Faetec,  ressaltou a relevância do debate no âmbito escolar e a necessidade de atenção aos alunos e à equipe pedagógica. “Esta capacitação, com especialistas, complementa o olhar pedagógico que construímos para enfrentar essas questões. Precisamos perceber o silêncio, o distanciamento e outros sinais sutis entre alunos e colegas de trabalho, oferecendo suporte jurídico, psicológico, administrativo e pedagógico para prevenção.”

Com programação conduzida por especialistas de referência, o seminário abordou de forma integrada os aspectos criminais, legais, psicológicos, educacionais, administrativos, disciplinares e institucionais, promovendo conscientização e fortalecendo práticas preventivas nas escolas.

A promotora de Justiça da Infância e Juventude Raquel Nascimento ressaltou a questão do consentimento: “O silêncio é ausência de consentimento. A vítima não precisa verbalizar; o ato de rechaçar já indica que a conduta não é aceita”.

Suelen Rezende, doutora em psicologia educacional, destacou a importância de identificar comportamentos abusivos, especialmente nas relações de poder, entre alunos e entre professores. O tema também foi tratado por Pedro Jorge Marques, corregedor do Estado do Rio de Janeiro, que enfatizou a distinção entre assédio e importunação para a correta apuração administrativa: “É preciso definir objetivamente essas condutas para que, durante a sindicância, possam ser identificadas e as sanções aplicadas após a investigação. A denúncia é vital; devemos acolher e encorajar a vítima a não se calar”.