Com o apoio do Governo do Estado e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), o campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) se transformou, no último dia 11 de março, em um grande espaço de troca, inspiração e incentivo ao talento feminino na ciência. O 1º Simpósio de Meninas e Mulheres nas Ciências da UERJ reuniu mais de 460 estudantes da rede pública, promovendo um ambiente de diálogo, aprendizado e valorização da produção científica.

Durante o encontro, jovens pesquisadoras e especialistas discutiram caminhos para ampliar a participação feminina em áreas onde ainda existem barreiras históricas, especialmente nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação.
O Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Anderson Moraes, ressaltou que fomentar a participação feminina desde o ensino básico é uma prioridade estratégica para o estado: “O Rio de Janeiro é um celeiro de talentos, e não podemos deixar que barreiras de gênero limitem o avanço da nossa ciência. O apoio da Secti a eventos como este, em parceria com a UERJ e a Faperj, reafirma nosso compromisso em criar um ecossistema de inovação mais inclusivo. Queremos que essas alunas da Faetec e de toda a rede pública sejam as protagonistas das soluções tecnológicas que o nosso estado e o Brasil precisam.”
A rede Faetec teve uma participação de destaque através das unidades Juscelino Kubitschek (ETE JK) e Santa Cruz, representadas pelo Projeto Gaia SuSTEMtável. Coordenada pela professora Rosane Meirelles, a iniciativa utiliza a abordagem STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics) para engajar estudantes na investigação de soluções sustentáveis.
O presidente da Faetec, Alexandre Valle, celebrou o desempenho das alunas e reiterou o compromisso da fundação com a equidade na ciência: “Ver nossas alunas ocupando espaços de prestígio como a UERJ é a prova de que a educação profissional e tecnológica é o caminho para romper barreiras. A Faetec investe no potencial dessas jovens para que elas saibam que o lugar delas é onde elas quiserem, inclusive na vanguarda da inovação e das ciências exatas”.
Para quem está começando, o impacto é transformador. Manuela Siqueira da Silva, aluna do 1º ano de Informática da ETE JK, descreveu o simpósio como um divisor de águas: “O evento foi incrível, principalmente pela experiência de conhecer um lugar tão entusiasmante e novo e ter contato com pessoas inspiradoras. Participar das apresentações certamente ajudará muito na minha formação e futura experiência profissional”.
Na unidade de Santa Cruz, o sentimento de conquista foi compartilhado por sete alunas, todas bolsistas do programa Jovens Talentos da Faperj. Para elas, o simpósio não foi apenas um espaço de aprendizado técnico, mas um marco que fortalece a confiança para que se vejam como as futuras pesquisadoras e líderes científicas do país.