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Festival Uranium transforma a Faetec em ponto de encontro entre alunos e cineastas internacionais

Atividade que reuniu cerca de 100 alunos contou com mostra de filmes, performances de dança, debates e intercâmbio cultural
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A rotina de aulas da Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch abriu espaço para um intercâmbio cultural com a chegada do 15⁰ Uranium Film – Festival de Cinema da Era Atômica, que acontece até o próximo sábado (30/05) na Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio. Aberto ao público e com entrada gratuita, cerca de 100 alunos de todos os cursos técnicos da unidade abraçaram o desafio e agora atuam na linha de frente como monitores e produtores de um evento que reúne filmes, dança, debates sobre os impactos da era nuclear, apresentações artísticas e a participação de convidados cineastas internacionais da Alemanha, Espanha, Canadá e Estados Unidos.

A dinâmica do evento mostra de forma prática a rotina de um festival internacional. Entre uma sessão e outra, os estudantes recebem os convidados, organizam a programação e acompanham os cineastas. Cada turma representa uma parte fundamental, os alunos do curso Técnico de Produção de Áudio e Vídeo são responsáveis pelas imagens oficiais, conhecendo a correria e bastidores de uma grande cobertura. Já os alunos do Curso Técnico em Dança criaram uma apresentação exclusiva sobre o tema atômico, além de emocionar o público com a história de Hiroshima e Nagasaki. Outro momento de destaque foi durante a exibição dos filmes espanhóis, que contou com a participação do Cônsul Geral da Espanha no Rio de Janeiro, Fernando Fernández-Arias Minuesa.

Mais do que assistir filmes, a ideia é aproximar os jovens do mercado cultural e criar trocas que vão além da sala de aula. Para a professora e organizadora do evento, Márcia Suchanek, a proposta do festival é justamente despertar reflexões enquanto os estudantes vivem experiências profissionais no meio da produção cultural. “É muito bonito ver os alunos envolvidos em cada detalhe do festival, convivendo com profissionais e entendendo que a arte também é um espaço de debate, memória e transformação social”, destacou.

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